quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Um relacionamento sadio

Nos dias de hoje,  a vida frenética de trabalhos e afazeres é cada vez mais frequente.

Com isso, os filhos podem se afastar  de seus pais e a tendência do relacionamento esfriar fica bem alta.
Concordo que eles precisam aprender a enfrentar a vida tal qual ela se apresenta,  mas os PAIS são responsáveis por seus filhos.  Afinal de contas,  eles permitiram a existência deles. 

- Mas eu preciso trabalhar! 
- Não tenho tempo! 
- Agora não filho, depois eu vou!...
E essas falas vão ecoando dentro das crianças até que, mais tarde, o dialogo no lar vai sendo menos presente.
O Tempo é relativo, pois ele permite que façamos tudo o que julgamos prioridade em nossas vidas; 
E FILHOS SÃO PRIORIDADES.
É possível se fazer presente na vida deles, é necessário criar marcas, elos, vínculos.  

É extremamente importante que a  referência de porto seguro sejam os pais. 
Sentar para trocar ideias é fundamental no desenvolvimento deles. Mas, muito se ouve que os filhos não gostam de contar sobre sua rotina. Dizem por aí que eles não gostam de ficar falando sobre o que fizeram.
Aqui vale uma reflexão: "Você já parou para observar se você, Pai, consegue dividir sua rotina com seu filho? Você conta para ele sobre as suas situações vividas?
Então, qual seria o motivo de acharem importante falar de si?
É uma questão de dar exemplo, de dar espaço para que ocorra a troca.
Conte você também coisas do seu dia a dia, exponha situações de conflitos das quais você passou.  

Pergunte como ele resolveria seus problemas.
  
Essa é uma maneira muito simples para começar a reflexão.
Bom bate papo a todos.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Dor nas costas

A postura errada das crianças tem sido cada vez mais acentuada.
O Ortopedista Dr.  Guilherme Meyer escreveu uma matéria com relação a esse assunto e achei muito importante compartilhar.  
Esta matéria serve para alertar os pais e ajudar na reflexão de como carregam as mochilas,  como se posicionam no sofá, na mesa de estudos da escola e de casa. . . 



Para maiores informações e contato - http://drguilhermemeyer.com.br/ola-mundo/

sábado, 8 de outubro de 2016

Um mundo diferente

   Apesar dos adultos acreditarem no mundo das crianças,  muitos não entendem o quanto eles vivem diferente de nós.
   Um mundo em que a vassoura e o rodo de tornam gente. 
Não me digam que vocês não sabiam que esses objetos de limpeza de casa falam?  
Pois é,  na minha casa eles falam,  dançam e se casam. 
  Uma visita a uma loja de acessórios esportivos, é um grande palco para o MUNDO DA IMAGINAÇÃO! A barraca exposta no meio do corredor, se transforma em uma barraca no meio de uma floresta perigosa. Ao experimentarem acessórios de mergulho, automaticamente se introduzem ao ambiente aquático e se divertem com essa experiencia...

   Para os adultos,  cabe o respeito e reconhecimento desse mundo.  Nós precisamos dar espaço para que as crianças explorem todos os seus sentimentos. 
   Os objetos se tornam grandes aliados de expressão.  
   A realização dos seus desejos se concretizam muitas vezes através da imaginação.
   Ao vivenciarem na prática as imagens e sentimentos gerados,  as crianças abrem espaço para que tenham conhecimentos de si mesmas.
   Toda a espontaneidade infantil enriquece o desenvolvimento. 
   Ter uma mente criativa,  ajuda muito na produtividade de histórias, no repertório de linguagem e o impossível vai se tornando minimizado. Portanto, a probabilidade de lutarem por seus sonhos será bem grande! 

   Para tanto,   o zelo,  o cuidado devem estar presentes,  pois por colocarem em prática o que acreditam,  podem querer explorar algumas brincadeiras um tanto perigosas.
  Janelas e  piscinas por exemplo,  devem sempre estar protegidas e o acompanhamento desse mundo, deve sempre ser mantido. 
  


Chupeta, até quando usar?

    Eu sou super a favor do uso da chupeta. Acho que ajuda acalmar o bebê e isso contribui muito com os pais.
   Existem muitas linhas de pensamentos quanto ao seu uso. 
Vou expor aqui sobre o que acredito e como conduzi com meus filhos.

   Alguns parceiros profissionais me ajudaram a escrever essa matéria com seus depoimentos. Com isso, quero oferecer uma gama maior de conhecimentos e aqueles que estejam passando por essa fase, poderão analisar o que é melhor para seu filho.
   Escolhi um dentista, uma fonoaudióloga, uma psicóloga e vou expor minha forma de pensamento.


Segundo o Dr. André Bassinello(dentista) : 
"As crianças que usam a chupeta por mais tempo, ou seja, após os 3 anos, podem apresentar mais problemas em sua arcada. Mas, ele coloca que  não vê nenhum problema  no uso quando bebês. Porém, quando começam a ter uma dentição maior, ele aconselha que seu uso não seja contínuo, ou seja, as crianças devem se manter o maior tempo do dia sem ela na boca para não influenciar no desenvolvimento da arcada conforme seu crescimento".

 A Petel Tizzi Barjud (fonoaudióloga) , diz :                      
 "A fala é prejudicada quando o uso da chupeta é constante. A criança fica sem referencia do movimento correto da língua e isso pode ocasionar muitas trocas na linguagem. A criança chora por algum desconforto, que pode ser sono, dor, fome entre outros. Quando a chupeta é colocada em sua boca no momento do choro, provoca estímulos, fazendo-a fechar a boca e o choro cessar imediatamente.                                                 
   As pessoas consideram que isso acalmou a criança e repetem o comportamento inúmeras vezes. Esta, por sua vez, associa a introdução da chupeta na cavidade oral com a sensação de conforto, provocada pelo ato de sugar. Essa confusão entre causa e efeito leva ao uso inadequado da chupeta, reforçando o hábito de sucção.                                               
   A chupeta pode ser um fator de desequilíbrio para a musculatura e para o posicionamento dos dentes nas arcadas. Sem contar que o fato de os lábios ficarem entreabertos pode facilitar a ocorrência de respiração oral, muito prejudicial para o crescimento e desenvolvimento adequado da face. A chupeta pode fazer a criança falar errado, pois os músculos orofaciais podem tornar-se flácidos, além de provocar alterações dentoesqueléticas, que podem prejudicar movimentos necessários e precisos para a boa articulação dos sons da fala.          Diante da decisão de utilizar a chupeta, deve-se optar pelo bico conhecido como ortodôntico, que parece ser mais anatômico. Contudo, esse tipo de bico também pode causar danos".

Segundo a Mônica Pestana(psicóloga)






" Os bebês nascem com um forte reflexo de sucção. Alguns bebês podem até sugar o polegar no útero. A chupeta fornece uma satisfação a curto prazo. Ela pode ajudar a acalmar o bebê enquanto os pais trocam fraldas, preparam a papinha, durante a vacinação(que as vezes é dolorida). Claro que ela não deve ser o primeiro método para acalmar o bebê, antes o acolhimento deve ser o colo, porque assim o bebê sentirá que a mãe está disponível para ajudá-lo. 
   A chupeta deve ser uma decisão pessoal, mas de modo geral ela é uma coisa boa. E do ponto psicológico ela é um objetivo de transição útil que ajuda o bebê se distanciar da mãe e ainda assim, se sentir acolhido!
   A maioria das crianças deixam a chupeta por conta própria, lá por volta dos 4 anos. Mas, vale estimular o uso após os 2 anos apenas para dormir ou realmente se acalmar. 
   Após essa idade, o uso deve começar a ser reduzido, porque a criança já está começando a se posicionar e a se comunicar de forma mais eficaz, usando a chupeta frequentemente a criança não pode falar com tanta precisão, exemplo, usando a chupeta a criança fica com dificuldades para tocar o céu da boca e o T e o D podem ter o mesmo som. Quando a criança se sente incompreendida, tende a desanimar-se de falar!                                            A chupeta tem benefícios psicológicos, mas usado várias horas no dia, pode impactar negativamente o desenvolvimento da linguagem e o no mecanismo de enfrentamento da criança!"

Minha razão de mãe:
   Saindo da maternidade, dentro do carro, apresentei a chupeta para meus filhos. Não dei antes, pois as enfermeiras não deixaram. kkkk
   Esse acessório deixa o bebê mais tranquilo, quando ele a utiliza, ocorre um alívio emocional
.
   O bebê acabou de chegar ao mundo, tem muita coisa para conhecer e se adaptar.
   A Bianca usou até fazer 3 anos e o Felipe até 2 anos e meio.     
   Quando tirei a chupeta,  fiz todo um trabalho mais lúdico com eles. Um semestre antes,  já ia falando que um coelhinho passaria em casa e levaria as chupetas para os bebezinhos que haviam nascido. No dia em que largaram definitivamente,  deixaram as chupetas em uma cestinha juntamente com uma cartinha pedindo um presente bacana.
   O "rompimento"  foi bem melhor do que eu imaginava,  em três dias os dois se adaptaram a nova fase sem chupeta. 

Sugestões de bibliografias para ajudar no processo:
* Todos esses profissionais são nossos parceiros, caso tenham interesse de contato, favor verificar o ícone-  PROFISSIONAIS

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Brincar é muito sério

Toda criança que recebe estímulos se torna mais esperta e a capacidade de aprendizagem se amplia.


A brincadeira envolve vários aspectos para o desenvolvimento da criança, pois através dela, vai  despertando o prazer pela vida, aprende a expressar, seus sentimentos e evoluir nos aspectos motores e intelectuais.
Brincar sozinho é necessário,  mas o coletivo amplia mais a capacidade.

Criar momentos que envolvam a brincadeira  na rotina diária ou semanal com seu filho, é muito importante.
É preciso programar na rotina um horário livre, um horário sem compromissos, pois é nesse momento que criam espaço para as invenções.

Se os  pais conseguirem se encaixar no "momento livre", terão muitas oportunidades com os filhos, como conhecê-los melhor. O vínculo afetivo vai se estabelecendo e fortificado cada vez mais..

Um aspecto primordial, é propiciarmos a criatividade.
Pode até envolver alguns brinquedos prontos, mas é PRECISO saber que o que vale mesmo é estarem juntos.
Os fantoches podem ser talheres, o avião pode ser de papel,  a música pode ser tocada com o corpo e o palco pode ser o sofá.

Brincar com o filho, É COISA SÉRIA!

O filho carregará dentro de si marcas para toda a vida.
As atividades familiares não podem ser anuladas e é essencial que as mesmas ocorram também durante a semana.

Estar em casa com a família, é se conectar a ela. Façamos desse momento algo único para a criança. Mantenha-se presente de corpo e alma, dando o máximo possível de atenção e lembremos que, se ela não desgruda da TV ou Telefone, pode ser que estejamos presentes em corpo, mas ausentes em atenção e conectividade.

Os adultos são responsáveis pelas crianças e é imprescindível que ofereçam segurança para eles. A brincadeira é uma ótima aliada para a afetividade.

A Declaração Universal dos Direitos da Criança (aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 1959), no artigo 7°, ao lado do direito da educação, enfatiza o direito do brincar: "Toda criança terá direito a brincar e a divertir-se, cabendo à sociedade e as autoridades públicas garantir a ela o exercício pleno desse direito".